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Atração e retenção de talentos: salário emocional é uma vantagem?

Posted on Maio 17, 2023Maio 17, 2023

Como profissional da área de Gestão de Pessoas, já deve ter ouvido falar da importância das empresas irem além da remuneração, para atrair e reter talentos. De fato, criar uma proposta de valor interessante para profissionais requer um arranjo de condições baseadas em aprofundamento, pesquisa e planejamento, especialmente quando se enfrenta altos níveis de escassez de habilidades. No Brasil, o índice chegou a 80% dos empregadores relatando dificuldades para contratar pessoas com as qualificações desejadas.

Segundo a mais recente pesquisa Guia Salarial 2023, realizada pela consultoria Robert Half,  a remuneração aparece em segundo lugar (32%) na lista de prioridades em relação a uma oportunidade de trabalho; a flexibilidade está no topo, com 43% da preferência. Diante de mudanças catalisadas pela pandemia, como a maior valorização do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, as empresas precisam repensar formas de criar relações sustentáveis com as suas pessoas e, com isso, muito se fala sobre a relevância do salário emocional e suas vantagens na atração e retenção de talentos. 

Mas o que isso quer dizer? Quais atributos, em teoria, compõem o salário emocional? Como a sua empresa pode ter um olhar mais atento e genuíno sobre a necessidade das pessoas trabalhadoras? Vem com a gente entender melhor essa história e vamos pensar juntos e juntas: salário emocional deveria existir?

Salário emocional: uma breve explicação – e problematização na atração e retenção de talentos valiosos

O salário emocional é um conceito para traduzir recompensas não financeiras oferecidas pelas empresas por vias emocionais e motivacionais. Dentre essas recompensas, podemos citar, como exemplos gerais, uma cultura people first, ambiente inclusivo e com segurança psicológica, autonomia no trabalho, possibilidades de crescimento etc. Uma das vozes que estuda o tema, Marisa Elizundia, especialista em Recursos Humanos, alerta, no entanto, que o salário emocional não deve compensar uma remuneração baixa ou inadequada. Em suas pesquisas ela questiona: “nós investimos um terço de nossas vidas no trabalho e não podemos pensar nisso apenas em termos econômicos. Sim, você trabalha por dinheiro, mas se tirar a parte econômica, o que você tira disso? Por que você trabalha?” A partir de seus estudos, elencou 10 principais atributos mais importantes do salário emocional envolvendo a atração e retenção de talentos:

  • Autonomia;
  • Pertencimento;
  • Criatividade;
  • Plano de carreira; 
  • Prazer; 
  • Dominar sua função; 
  • Inspiração; 
  • Crescimento pessoal; 
  • Crescimento profissional; 
  • Ter um propósito. 

Valorizar esses aspectos para uma experiência mais positiva no trabalho é, claramente, agregador. O problema mora quando esse discurso é apresentado como uma vantagem competitiva, ou seja, tratado como diferencial, para atrair e reter talentos. Embora, infelizmente, ainda existam empresas que não apostam no cuidado com as pessoas trabalhadoras como prioridade, ao colocar aspectos primordiais como “algo além”, acaba-se estabelecendo que o ‘normal’ é não ter nada disso. Em outras palavras, oferecer um clima e uma cultura organizacional que invista no bem-estar holístico e no desenvolvimento de pessoas deveria ser a regra, não a exceção 😉 

Novas demandas e valores das pessoas trabalhadoras

Com as mudanças ocorridas nos últimos anos, as pessoas têm reivindicado novas formas de experienciar o trabalho. Debates sobre saúde mental, qualidade de vida e jornadas mais equilibradas crescem à medida que mais empresas começam a entender que para preservar e potencializar talentos, precisam pensar a longo prazo. Uma pesquisa da Gartner revelou que apenas 23% dos profissionais de recursos humanos acreditam que a maioria das pessoas da organização irão continuar trabalhando na empresa no curto prazo; e 31% acreditam que as pessoas estão satisfeitas com a proposta de valor oferecida.

Neste sentido, empresas precisam, sim, rever a lente que usam para gerir seus talentos, seja em suas atrações ou retenções. A ideia de que fatores emocionais são importantes no trabalho não deve e nem pode ser descartada – afinal, não somos máquinas -, mas antes de sair tratando um clima organizacional agradável, onde há respeito, reconhecimento, inclusão e expansão como grandes diferenciais, talvez seja mais importante abraçar essa ideia partindo da premissa da responsabilidade das empresas na vida das pessoas e da sociedade. O diferencial, então, seria o ‘como’, as maneiras e as estratégias adotadas pelas organizações para entregarem a melhor proposta de valor possível às pessoas trabalhadoras.

É interessante pensar também que o chamado salário emocional pode variar muito, de acordo com o perfil das pessoas, suas realidades e suas fases de vida. Para quem está começando a carreira, as necessidades e expectativas tendem a ser diferentes de quem já está há algum tempo na empresa ou no mercado; da mesma forma, profissionais da geração Z têm particularidades e visões distintas de profissionais mais maduros, por exemplo. De modo que isso nos leva a pensar na experiência das pessoas trabalhadoras do ponto de vista mais individualizado – personalizar a jornada do colaborador é o ‘tchan’ 😉

O salário emocional pode até existir, mas não sendo cooptado pela lógica de acomodar as falhas do mercado de trabalho, mas sim como alavanca para transformar o que não funciona há tempos. É tempo de líderes e de gestores de pessoas refletirem sobre o que realmente importa quando pensamos no trabalho, colocando de vez as pessoas no centro.

Esse conteúdo te ajudou a (re)pensar as suas estratégias de gestão? Esperamos que sim! Comente aqui e compartilhe com seus colegas para gerar conversas importantes para a sua empresa. 

Até a próxima!

Equipe Swood

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